Notícias:::

Confira o piloto que está sendo lançado, e ainda está em fase de desenvolvimento, que é o site do grupo Curitibano "Cores D Flores", liderados pela Ex Vocal do Escola de Escândalos e Arte no Escuro, Marielle Loyola.

Saiba mais...

Fundação Daniel Pearl:::

Em vários locais no mundo, grupos terroristas seqüestram jornalistas, e na maior parte das vezes, os mesmos são assassinados. Com o assassinato do jornalista Daniel Pearl no ano de 2002, no Paquistão, sua esposa Mariane fundou a "Daniel Pearl Foundation".

Saiba mais...

Conheça Também:::

Links diversos de Websites de amigos (as) e parcerias, contendo o melhor da cena independente nacional e candanga. Vale a pena conferir!

Saiba mais...

 

Já Está Passando da Hora de Conhecer...

 

http://www.bluespub.com.br

 

http://www.orilley.com.br/

 

http://www.ukbrasilpub.com.br/

 

 

 

É com grande prazer e satisfação que damos início a nossa seção de entrevistas, com essa entrevistada super carismática, divertida simpática, e além de Jornalista, é ex integrante do grupo Rota 66. Foi a 2ª Guitar Solo do grupo, assim que o projeto começou a sair do papel.

Me refiro aqui ninguém menos do que a menina mais "multi-tarefa" que conheço: "Marina Bártholo".


Prosa & Arte - Você descobriu ter afinidade com a música (Ou com a questão cultural em si) com que idade? (Ou quando aproximadamente)

Marina - Sempre fui bem ligada às artes. É algo que me toca bastante. Então, foi natural a música fazer parte de minha vida. Mas isso se tornou marcante por volta de meus 13/14 anos quando tive meu primeiro contato com o rock. A internet foi uma grande aliada para minha descoberta de bandas e artistas. Pude baixar músicas, conhecer novos músicos e ter contato com pessoas que tinham o mesmo interesse musical que eu.

Prosa & Arte - Foi nessa mesma época que você começou a pensar em um dia entrar no meio musical?

Marina - Sim. Logo que pude assistir meus ídolos executando suas músicas, nasceu em mim aquela vontade de fazer também. De poder tirar de um instrumento as músicas das quais gosto e, também, porque não, criar as minhas próprias.

Prosa & Arte - Com quantos anos você começou a tocar Violão e Guitarra? Houve algo que tenha levado a você a esta preferência?

Marina - Comecei a estudar violão com 14 anos por gostar muito de guitarra. Das bandas, era o instrumento que mais me instigava. O escolhi também por ser mais acessível; poderia carregar o violão pra onde fosse. Meus amigos, que já tocavam violão, também foram uma grande influência.

Prosa & Arte - Há alguns anos atrás você chegou a participar de uma banda, quando ainda morava em Unaí só de meninas (Progesterona); como foi essa fase, e qual era o estilo e proposta da banda?

Marina - Essa foi minha fase de mais contato com bandas. Em Unaí estavam surgindo muitas, nas quais os integrantes eram todos meus amigos. Como eu já tocava um pouco de guitarra, resolvi juntar amigas e montar uma banda feminina, já que todas as outras bandas eram formadas apenas por homens, e isso me incomodava, afinal,eu e minhas amigas também escutávamos muita música e tínhamos, cada uma, alguma habilidade com algum instrumento. Então resolvi correr atrás de parcerias. Inicialmente, me uni com uma amiga, a Nayara que tocava violão e cantava muito bem. Depois resolvi contatar uma menina que conhecida de vista e estudava na mesma escola de música que eu, minha chará. Ela estudava violão clássico mas também gostava de guitarra. Então, inicialmente, a banda era eu e Marina nas guitarras e Nayara no baixo e vocal. Não tínhamos baterista, então sempre algum amigo acabava tocando pra gente. Tentamos desesperadamente encontrar alguma baterista ou alguma guria que já tivesse contato com música e estivesse disposta a aprender a tocar bateria. Então surgiu a Jaqueline que começou a fazer umas aulas. Sinceramente, nós não tínhamos muito conhecimento e prática musical, então pegávamos as músicas pelo nível delas. Tocávamos punk rock. Fazíamos cover de Ramones, Sex Pistols, Garotos Podres e The Clash. Depois passamos a mandar algumas dos Ratos de Porão. Também tínhamos algumas músicas próprias q eu e Nayara compusemos. Eu mais na letra e ela, na música. Queríamos mesmo reclamar das mesquinharias da sociedade e nos divertir com nossa música. Nossa proposta maior era a expressão. A banda não durou muito, cerca de 8 meses. Logo a Nayara se mudou para cá e tivemos que achar outra baixista e vocalista... e achamos! Luciana e Thaís. Depois minha chará abandonou o projeto, então a Raíza assumiu a guitarra. A essa altura a banda já estava se descompondo. Em seguida me mudei pra Brasília, e a Luciana foi pra Uberlândia. Um tempo depois, a Raíza se mudou para Belo Horizonte e a Thaís para Governador Valadares. Então a banda se desfez.

Prosa & Arte - Sabemos que a banda acabou devido ao fato das integrantes aos poucos irem se dispersando, quando vieram morar em Brasília. Quando de fato você se mudou pra cá também, nunca chegou a pensar em continuar o trabalho junto a elas, ou durante esse intervalo vocês perderam contato entre si?

Marina - A continuação da banda se tornou impossível com tanta distância entre nós. Mas nós nunca perdemos o contato. Nos encontramos sempre em Unaí e elas se tornaram algumas de minhas melhores amigas!! Sempre relembramos da nossa banda que ficou relativamente conhecida entre o pessoal que acompanhava as bandas da cidade. Nunca chegamos a nos apresentar num palco mesmo. Todos que nos assistiram foi em ensaios e numa festa de meu aniversário.

Prosa & Arte - Você é tida como a "2ª Guitar Solo Oficial" do Projeto; como se deu o início da sua participação no Rota 66, quando o mesmo ainda era chamado de "Projeto 66"? Você recebeu o convite, ou foi através de algum tipo de anúncio?

Marina - Foi através da Evy. Lohan a conhecia e precisava de um (a) guitarrista, então ela me indicou! Ele entrou em contato comigo pela internet e, depois por telefone e pessoalmente.

Prosa & Arte - Nesse mesmo período, o que chegou a chamar mais a sua atenção para ter lhe despertado interesse nesse Projeto?

Marina - Primeiramente, minha vontade de tocar e participar de uma banda era gigante! Como a proposta da banda era de tocar músicas que também me agradam, achei uma boa aceitar! Mas minha participação estava ganhando dificuldades devido a meus planos profissionais. Eu estava muito ocupada com a faculdade e cursos que fazia. Fora que ainda estava me adaptando a morar sozinha e sempre estava viajando pra Unaí! (Risos)

Prosa & Arte - Quando você soube que iria fazer intercâmbio no Canadá, isso de alguma forma incomodou você por não poder mais tocar o Projeto pra frente; fora claro, o fato desta viagem ter sido uma oportunidade única e produtiva, tanto no sentido pessoal, cultural e até profissional?

Marina - Foi com muito pesar que resolvi abandonar o projeto, mas a oportunidade da viagem era única e imperdível! Para fazer este intercâmbio tive que deixar de lado muitas coisas. Tive que fazer escolhas; ganhei esta oportunidade mas perdi outras, entre elas, o projeto 66. Mas ganhei muita vivência nesta minha estada no Canadá.

Prosa & Arte - Após a sua volta a Brasília, você também voltou a pensar em levar seu gosto musical pra frente, ou pra você foi uma somente uma fase, o tempo em que pensava ter uma banda?

Marina - Quando voltei a Brasília, tive mil e uma coisas para fazer. Minha prioridade maior foi meu desenvolvimento profissional, então passei a não ter mais tempo de estudar guitarra e acabei por deixa-la meio de lado. Pensei sim em voltar a fazer aulas mas, com meus horários, era impossível! Porém, meu desejo de participar de uma banda nunca morreu. Mas a diferença de agora para a época de minha banda em Unaí é que agora tenho muitas outras obrigações, o que não tinha na época. Para participar de algum projeto musical novamente tenho q conseguir dosar muito bem meus horários.

Prosa & Arte - Dando seqüência a pergunta anterior, sabemos que por um tempo após ter voltado, você chegou a tentar montar um "Power Trio Feminino" com a "Evy" (Também fez parte do Rota - Baixo/Voz - Seguem os detalhes na seção "A História" desse site). O que levou a idéia, a não ir pra frente? De alguma forma seus estudos chegaram a interferir nisso?

Marina - O novo projeto de banda feminina, desta vez em Brasília, surgiu antes mesmo de eu viajar para o Canadá. Mas tentamos dar prosseguimento a ele quando retornei. Pelos mesmos motivos da resposta anterior, o projeto foi deixado de lado. Essa banda seria algo mais voltado para o metal, mas sem muitas restrições. Não o levamos pra frente pois não apenas eu, como elas, não tínhamos condições de prosseguir. Outro empecilho também foi o fato de não acharmos baterista.

Prosa & Arte - A sua escolha em fazer Jornalismo, teve algum relacionamento ou algum princípio com a música, ou foi apenas por qualquer outro motivo de opção?

Marina - Muitas coisas me levaram a estudar jornalismo, a principal delas foi o gosto pela escrita. E esse gosto pela escrita, na época da Progesterona, me fez, juntamente com uma amiga, criar um fanzine. Ele tinha como finalidade divulgar as bandas e as manifestações culturais da cidade que, diga-se de passagem, nunca teve muita "cultura de cultura". O fanzine, chamado "Anomia", continha poesias, entrevistas, textos críticos nossos e pequenas notícias musicais. Então, a música, a arte, tem grande influência em minha decisão, pois fazer fanzines é, de alguma forma, fazer jornalismo. O fanzine durou até alguns poucos meses depois de minha vinda pra cá.

Prosa & Arte - Você tem algum projeto cultural (Dentro da Música, ou mesmo nessa área mais jornalística em que está começando a atuar agora) para o ano de 2008?

Marina - Meu projeto cultural para o próximo ano é começar a desenvolver meu projeto de final de curso, que será uma revista cultural. Obviamente, a música será algo presente neste projeto. Pretendo fazer matérias com bandas independentes do Brasil e, também, com um grande e novo pianista de Recife, o Vitor Araújo. Toda iminente forma de arte terá lugar em minha revista. Também pretendo torná-la multimídia anexando a ela um CD com músicas das bandas apresentadas e a íntegra das entrevistas.

Prosa & Arte - Sua ida ao Canadá também impediu que você participasse da gravação do 2º CD do grupo "Aversão"; e já sabemos que você foi cogitada a ser uma das participações especiais de uma apresentação que ocorrerá em breve com o Rota 66 (Fora a seção de fotos, o qual você foi escolhida a dedo e topou à fazer do grupo.) Qual foi a sua reação a estes convites? De alguma forma foi uma surpresa pra você; sendo que no caso do Rota, você teve sua importante contribuição, no qual ajudou o início do nascimento do Projeto?

Marina - Os convites foram surpresas sim! Principalmente o de participar da gravação do CD, porque não tenho muita prática como instrumentista e isso me deixou bem insegura! (Risos) Mas me senti muito feliz por ter a oportunidade de participar deste projeto musical. Quanto ao convite a fotografar, fiquei bastante empolgada! Descobri minha paixão por fotografia depois da música, na faculdade. Adoraria o desafio e prazer de fotografar a banda e ser cogitada para um trabalho me deixou lisonjeada!

Prosa & Arte - Finalizando a entrevista: Gostaríamos de agradecer muito por você ter topado participar e nos conceder essa entrevista de estréia em nosso site; sendo que, como já foi falado, você foi uma das peças fundamentais para o crescimento e desenvolvimento da idéia do que hoje se tornou o "Rota 66". Gostaria de nos deixar alguma mensagem, até mesmo aos internautas que terão a chance de conhecer um pouco mais da sua história através desse site?

Marina - Foi um prazer responder às perguntas. É uma forma de valorizar e divulgar experiências e planos! O que poderia deixar como mensagem, é que com determinação e perseverança tudo pode acontecer. O Rota 66 é um grande exemplo disso. Lohan, que é o idealizador do projeto, levou meses e precisou contatar muita gente para que o projeto saísse do papel, entrasse num estúdio e, enfim, num palco! Agora a banda vai até conceder uma entrevista a uma rádio do RJ! Isso é um sinal de que todo o trabalho da banda é sucedido e está sendo recompensado! Então, não desistir é o caminho!!

 

 
   
   
   
   
   
   
   
   
   
   
       
       
                                                 

Designer and Developer - C.jyou